sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como dois e dois são cinco

Então, TUDO CERTO, silêncio no afeto!
Como dois e dois são cinco é o lema do dia.
E o que faz alguém dialogando com a solidão num blog esquecido? Lembra! Lembrar, remontar as coisas para que pedaços não sejam esquecidos para que os quais não caiam na banalidade. Portanto, digo-vos: Está tudo um caos aqui fora.
Mas, não vim falar-lhes do já sabem! Vim dizer-lhes os resquícios daquilo que então esqueceram...
As coisas perderam a unidade.
Sem a unidade das coisas, não existe a coisa.
Existem as coisas, pois essas são coletivas.
Então, como diferenciar?
Como montarmos algo inteligente?
Impossível, coisas que são substituíveis por coisas são meros CDs velhos que não escutamos.
Não faço diferença, este blog, essa disputa acirrada entre minha ideologia e sua mente minúscula é insignificante, pois perdemos a unidade e pertencemos ao mesmo pensamento:
" Construa sua vida e seja feliz" e nos limitamos que a vida está em sucesso profissional, familiar e financeiro, e nos limitamos a não conhecer os limites... limite da arte independente.
Sabe de onde vem o blues?
Do oriente médio...
e tem muita gente por aí que garante que ele nasceu nos Estados Unidos.
Somos, em massa, encefálicos podres, pobres... depravados, à sombra de um colapso fatal...
somos uma coletividade!
A quanto tempo o ser humano quer unificar o próprio ser humano?
Parabéns, conseguimos, estamos unificados... substituíveis e impróprios...
tudo mal...
tal e qual...
não poderia deixar de citar-lhes Exúpery
" O essencial é invisível aos olhos"
e Exúpery o transformou,
fez com que o que muito de nós já sabíamos fosse descoberto no O Pequeno Príncipe, puta marketing, hein...
quem pensaria nisso?
eu, você?
Nós!
Afinal, somos uma unidade, um exército de um homem só.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Advento de um Escritor

Na onda do improviso, resolvi improvisar também...

é que ontem, não sei por que, nem por quem, me deu uma leve impressão de tristeza.
Mas, não havia de ser diferente, havia perdido a delicadeza de uma mulher
que me beijava a anos sem me dar nem um problema que não fosse na mesa...
que se faltava já na cerveja o estomago, na mesa faltava o gomo de comida todos os dias
e eita grana, andava curta. E vida andava cada dia que se arrastava, mais vazia.
Mais vazia que o estômago não podia ser, e não é de ver que é, mas deixou de ser
logo que resolvi inventar escrever, na singela luz do quarto atrás da garagem
me dei logo a pena e o boné de escritor e fiz uma viagem.

Nessa pequena jornada pela ânsia de meus pensamentos, vomitei, de forma trágica
o almoço que havia almoçado naquele dia, mas, porventura, de forma até mágica
consegui retomar o que escrevia e contava a história assim como vês
que sou um escritor, oh, como não podia?



Renato 03/11/08 - de madrugada, pra variar

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Exposição

Condicionada a sempre responder estímulos sem que essas respostas sejam voluntárias, a alma humana segue como uma icógnita para muitos.
Ontem não foi diferente.
Nada que um bistrô não resolvesse...
Vinho?? Capirinha... duas...
Sentamos frente a frente. Parecíamos dois desconhecidos mas na verdade nos conhecíamos como poucos.
Falamos sobre coisas. Nossas coisas. Nossas ausências. Nosso sentimentos.
Nosso silêncio aniversariava um mês.
Por orgulho ou por falta de tempo ou até mesmo por falta de coragem. Não conseguimos decifrar.
Conseguimos expor as mazelas e as felicidades da alma e aos poucos fomos nos encaixando como um quebra-cabeça...incompleto!
O que parece complicado pode ser fácil. Depende de como encaramos nossa alma e seus mistérios.

Padu Prado

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ciclos


Começo, meio e fim
começo, meio e fim
Pessoas indo e vindo
algumas apenas indo
sexo indo e vindo
calor infernal
risos, gritos, lágrimas
GOLLLLL...

Acaba-se algo todo dia e inicia-se outros tantos algos...
Esse ciclo intermitente chamado vida
Que mesmo depois de morto ele insiste
Jogue mais uma pá de terra...
Viu? não adiantou...
Eles também ressurgem...
Ciclo somos isso tudo...

Entende?

sábado, 18 de outubro de 2008

Eu, o Poço, o Menino e o Xadrez


Há quanto tempo não posto nada... Que saudade!!
Mas todo esse tempo em que estive observando a vida (minha e dos outros!), na verdade nem era observando, eu estava alheia ao mundo e o mundo alheio a mim, meio que um transe, nada de muito interessante acontecia a minha volta, nem um texto dinâmico captou minha atenção, nem um fato parece estar fora de ordem (mundo = aquecimento global, eleições nos EUA, crise financeira mundial, guerra, tudo igual no mundo; Brasil, eleições fracassadas (uma ressalva para o Gabeira no Rio de Janeiro uma 'bela' surpresa), violência, a polícia despreparada e absurdamente incopetente, tudo normal), mas eu pareço não querer mais tentar pensar numa forma lírica para descrever as desventuras dessa juventude transloucada (isso mesmo trans- LOUKADA) do Século XXI. Mas essa semana eu resolvi submergir do meu poço escuro e sem esperança (com a sociedade), pela lembrança simbólica de um menino que à algum tempo eu encontrei em ônibus (nada lotado), o gurizinho devia ter uns oito anos no máximo e eu havia acabado de comprar um jogo de xadrez de acrílico para a minha mãe (uma vez ou outra tem-se que presentear alguém que por um momento ou outro ganha sua admiração), o menino que estuda numa escola municipal (muito significativo?), negro (muito significativo?), provavelmente era de uma família de classe média baixa (muito significativo?), demonstrou uma maturidade e uma habilidade verbal formidável... Principalmente quando assunto era xadrez, que capacidade de raciocínio lógico para uma criança de oito anos... E essa semana ao sair do meu poço eu lembrei de uma promessa que nós dois firmamos: de um dia nos encontrar para jogar uma 'partidinha' de xadrez... E mais que isso, trouxe para minha alma um pouco de colorido abrindo uma porta censurada para a esperança... Para o futuro, será realmente impossível acabar com as mazelas do Brasil e com as próprias precariedades de nossas vidinhas medíocres? Será que esse jogo não será tão lógico quanto um partida de xadrez?

... Será que eu esse gurizinho, vamos ter a oportunidade de nos encontrarmos para cumprir nossa promessa?? O futuro a Deus pertence... Mas isso não significa que temos que cruzar os braços e deixar a vida nos levar...

XE.QUE.MA.TE

Bubu....

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Look who's alone now?

Estava me dirigindo ao serviço hoje pela manhã e liguei o radio do carro e tava passando programa jornalístico.
Resolvi então, entre uma pilha de cds no console do carro, pegar um aleatório. Inseri no toca-cd e pra minha alegria a primeira música executada foi WISEMEN do James Blunt.
Caramba!
Havia algum tempo já que eu não me desfrutava dessa belíssima canção.
Como de costume percorri o trajeto até o serviço cantarolando feito um doido (como se eu não fosse um!)
Me lembro que certo dia eu entrei no MSN e vi uma frase no MSN do meu primo que dizia: "olha quem está sozinho agora...não sou eu!"
Achei interessante e resolvi indagar sobre e foi aí que descobri que se tratava de WISEMEN.
Creio que algumas pessoas já devem ter ouvido e recomendo ouvir quem nunca o fez.
Nem sei por que to falando nessa música mas ela me traz uma paz muito legal!
Final de semana agitado!
Boate...festa familiar...dormir de conchinha..
Smirnoff...Red Bull...La Fruit...HOUSE MUSIC...
Ressaca...dor de cabeça...estômago embrulhado...NISSIN MIOJO...
Encontros...Desencontros...Reencontros...

E a vida segue...como sempre indefinida em alguns aspectos...mas se definindo!

Boa semana!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Superando os sentimentos

Se formos parar pra pensar na gama de sentimentos que nos vemos envolvido no curto período de duração de um dia podemos comprovar o quão volátil é a vida.
Ira, amor, paixão, tesão(é um sentimento? rs)pena, graça...
São tantos que acabam nos confundindo...
Dizem: pensei que era amor mas na verdade era carência (isso aí é sentimento também?rs)
O ser humano não aprendeu ainda a conviver com as diferenças. Isso é triste!
A diversidade impera em todos os setores de nossas vidas. Seja no trabalho, em casa, na rua.
Não é fácil superar alguns desses sentimentos!
Particularmente me vejo impregnado de todos os sentimentos possíveis nessa semana.
Aos poucos percebo o quanto fui idiota a ponto de confiar em pessoas que se julgavam aptas pra isso quando na verdade eram bem menos.
Minha mãe que sempre esteve certa. Sempre me alertando "meu filho tome cuidado...ninguém conhece ninguém!"
São lobos em pele de cordeiros.
Mas pra quê isso?
Custa viver humanamente e dignamente?
Custa falar na cara sem ficar espalhando as coisas por burburinhos?
Tudo bem...
Vou superar esse misto de sentimentos que invade meu coração.
Essas pessoas não merecem que eu fique mal.
Tudo que vai um dia volta.
Esperarei...

Padu.
(momento chuva na janela...)