sábado, 27 de junho de 2009

Alone


É descomunal a sensação de ser pego de surpresa, até quinta- feira o mundo tinha uma cara e derrepente, como se sofresse ele também de disformia, olho o mundo e parece-me que ele foi maquiado... Até anteontem ninguém lembrava de saudar o Rei do Pop, talvez os fãs mais fervorosos estavam a contar nos dedos o dia para a grande volta... Mas a grande maioria só lembravam de Michael quando o assunto era pedofilia; só que nem mesmo o mais cético poderia prever a perda e calar-se diante da falta dele... Afinal o que teria de novo para mostrar aquele que foi um prodígio e alçou sobre o mercado fonográfico mundial um novo conceito de fazer, vender e ouvir música? O que nos foi omitido, qual seria a inovação trazida por ele?
Quem esperava pelo grande show, onde o (agora) grande mito estaria vestido em um terno de cristais nos mostraria por que curvar-nos diante dele, com certeza as pessoas que esgotaram com os ingressos em mais ou menos uma hora esperava mais que um show, esperava ver o velho Jackson nos presentear com mais uma brilhante obra e como sempre renovar, nossas melodias, nossas danças e quem sabe nossas vidas, porém, o que fica é mais uma vez a imagem da sociedade hipócrita, que não se cansa em afirmar que todo mundo é louco, até que padeça para transformar esse cara excêntrico (ao ponto de quem sabe forjar a própria morte) em lenda, no homem que teve problemas, mas apesar dos problemas foi o Rei!
Mas sem dúvida foi uma perda sem oportunidade, sem uma segunda chance... Pois sua morte seria bem mais digna se Deus nos desse uma última oportunidade de vê-lo se redimir diante seu público e o mundo, no palco, local onde com certeza ele era perfeito!
Em fim, talvez agora ele não esteja tão só... Pois todos estão pensando nele...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tenso

A tensão ronda minha vida nas últimas 24 horas. To me sentindo um Jack Bauer. Aquele clima... conflitos...só falta tiroteio mas deixa isso pra la. Ainda não chegou nesse ponto ( e espero q não chegue...)
Conforme o tempo vai passando as cobranças vão aumentando sistematicamente. Estranho isso mas ao mesmo tempo é interessante.
é...bem...porque é interessante?
Então...
Quando você tem alguma coisa que te faz falta. Aquela coisa com a qual você não vive sem. E por algum motivo ou outro você fica privado dela. Já te ocorreu isso?
Segundo estudos matemáticos (feitos por mim), 1/4 de século se foi sem se tornar perceptível.
Os outros saíram de casa. Vontade própria...ou mero negócio. Mas não habitam mais.
Resta um.
Joguinho infantil que te faz queimar um fosfato considerável...isso quando não te arrebenta o "saco".
E por falar em saco, nesse jogo do resta um da vida familiar,me tornei o saco de pancadas. Tudo recai sobre minha pessoa.
O que antes era dividido por três, agora ficou elevado ao cubo.
Estou algébrico hoje, não...
Correndo contra o tempo...nada me ampara mais. Ao menos nada que eu sinta de perto, como a respiração ofegante de um beijo apaixonante.
Preciso refletir. Parar num canto da minha vida em que não há poças enlamaçadas nem ratos procriando.
Onde haja o calor e a brisa refrescante de uma tarde...
É...reconhecer certas coisas não é nada fácil. Ficar parado me faz pensar que a vida não passa disso. Um dorme-acorda incessante e rotineiro.
Seguirei meus passos.
"Eu preciso andar um caminho só vou buscar alguém que eu nem sei quem sou..."

Alguém?

Padu.
(no momento morrendo...)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aos amantes

Quando eu não era já só, havia uma pergunta que sempre me pairou na cabeça: " Como duas pessoas podem viver juntas estando separadas?" Mas não separadas por motivos maiores, mas em distância, em falta de palavras, em às vezes não ter saco para a outra, em gestos, em ausência passageira.

Ah, essa ausência passageira sempre me incomodou. Eu não sabia reconhecer que era passageira e me desesperava, descabelava, olhava para os lados buscando alívio imediato... a eterna busca do não sofrimento...Mas foi tudo em vão.As pessoas vivem juntas até na separação por essas pequenas coisas porque são encantadas. E o encanto não acaba noite para o dia, semana até a outra, de uma vida para outra... o encanto só acaba por meio das ações loucas e desesperadas, por meio da falta de olhos, olhar, pensar, olhar com os olhos da alma acima de tudo a situação.

Que nesse dia dos namorados, todos os amantes saibam disso. Que sejam menos imediatistas, menos egoístas, menos afobados: olhem para o seu amor, ele é o melhor que você pode encontrar,viu? É o melhor porque é seu.


Sejamos felizes.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chuvas de Verão

Como passava da hora, Vinícius Lamartine Vieira retornou à casa onde morava o mais rápido que pôde. Sendo assim, não teve tempo de olhar ao lado: a casa de número 23. No muro, apoiava-se aos domingos para olhar a psicina do vizinho que, além de ser um bolo para os domingos quentes e rachantes de Goiânia, vinha com recheio e cerejinha: Larissa de biquine.

Vinícius morava na 24 há doze anos e há doze anos brincara com Larissa durante um dia inteiro, o único na vida dessas flores mortas sem brilho, o suficiente para fazê-lo em seus poucos 14 anos apaixonar pelos cabelos louros e a cor branca alvíssima, quadril farto e corpo bem definido.

Parecia um moleque ao trepar no muro para espiar. Larissa quase nunca via e quase sempre estava acompanhada de seu namorado Rogério. Rogério rugiria se soubesse que Vinícius cortejava ao longe e fantasiava mais longe ainda a vida com Larissa. Vinícius imaginava muito mais do que qualquer dia junto de Larissa: imaginava estar dentro, desabrochar-se dentro dela, abrindo os botões negros, fechando os pulmões de ligeiro pra que carbônico não entrasse, não podia penetrar ar da atmosfera desse mundo, cuidaria então de limpar o rosto e de fazer cocégas no pé de Larissa... tirando-lhe as cépalas, o estame, androceu, gineceu e todo e qualquer gameta ou folha modificada que poderia ter.

Mas isso era muito sonho para uma realidade tão curta. E de tão curta, destino pior não teve: fora descoberto por Rogério, o qual, naturalmente, rugiu que todo o mundo, o mundo inteirinho, ouviu seu rugido feroz... era como se o Japão tivesse sido fragmentado por conta do rugido de Rogério há bilhões de anos, tão forte era e qual hálito tinha.

Não vendo outra opção, senão a de encarar o jovem leão, Vinícius bradou com forte braço e docente peito disse:

" Vejo moinhos e não dragões!"

Mas a citação falha, de quem apenas soube que Dom Quixote era de fato louco e perdeu o seu amor para sempre por ser louco ou fingia, sucitou na ira do leão que destroçou Vinícius. Coitado, passou 24 dias no hospital e só voltou pra casa no dia 13 de maio de 2009.

Nem viu o número 23 ao voltar pra casa. E antes de adentrar o portão ainda pensou em pensar no número, mas o que vinha a sua mente era, de fato, a surra recebida mês antes. Ignorou. Vinícius entrou em casa. Subiu o muro. Viu a psicina e encontrou Larissa chorando. A dama, ao perceber a presença do teimoso, vestiu sua nudez e exclamou:

" Quantos anos, Vinícius? Tive eu que olhar na sua direção para que quisesse um dia se importar comigo!"

Atônito e atarantado, Vinícius questionou:

" Fora você? Você quem deixara Rogério me humilhar, quebrar-me os ossos, bater-me a cara?"
" Sim, e agora que sabes? Que faras?"

Poderia ter feito o que quisesse, mas não fez. Preferiu se apoderar de sua solidão.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sóbria


Parei, olhei a minha volta, olhei para o espelho
E descobri que havia chegado a hora... Aquela hora que eu evitei ao máximo!
Confrontar a pessoa na qual me tornei com um “eu” que já existiu.
Tudo parece estar bem. Tão bem... Que acaba enjoando!
Não quero enfrentar o silêncio... Ele sempre me assusta por dizer a verdade.
Não quero lembrar... Não quero preencher o silêncio...
Eu ouço a noite me chamar, pedindo para sair com ela... Brincar!
Estou indo... Caindo...
Minha história não irá retratar a vida de uma garota
Que nunca quer estar só, aquela para quem você liga as quatro da manhã
Por ter certeza que é a única a não estar em casa.
Eu não quero ser a que ri mais alto!
O que eu não quero?
Me sinto segura aqui... Nada pode me atingir
Sinto como se a festa tivesse chagado ao fim...
Mas não consigo me sentir bem.
Onde está o meu protetor?
O dia está raiando... O sol chega a me cegar
Virei mais uma noite de novo!
Não quero que minha história termine assim!
E se eu me entregar, serei a única culpada
Descendo, descendo, descendo...
Girando, girando, girando...
Até encontrar o meu "eu" que já existiu.
Você já me ouvi chorar, dizendo "nunca mais"Angustiada, tentando encontrar uma direção?

domingo, 3 de maio de 2009

Amor? Humor? Dor? Mal Humor? Bôlor? Fedor? Tudo isso ao mesmo tempo

O que poderia fazer o pequeno poeta?

O pequeno poeta Fernando saiu de suas terras longínquas, interior de Goiás, no pé da Serra da Dourada... saiu passo sim
passo não
e passou muito tempo dando passos.

Num dia 2 de novembro Fernando encontrou sua alma gêmea
Chamava-se Larissa.
E viu que era boa.
Passaram anos juntos e se separaram.

Hoje se Fernando pudesse ler esse post inútil nesse blog perguntaria:

"Pra que diabos serviu o amor?"

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Esperando...

"Senta aqui...espera que eu não terminei!"

Teve vontade de ligar pela madrugada.
Tinha algo que ele não assimilava.
Questionamentos diversos lhe vinham em mente... mas o pior de tudo é que ele tinha todas as respostas.
Olhava exaustivamente para o pequeno artefato de pelúcia em seu criado-mudo.
Um presente.
Era a única coisa que restava.
Tinha o telefone a mão.
Digitava o número que mesmo apagado da memória do celular eis que permanecia na tua.
Quis apertar o talk...
Acabou adormecendo.