quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ciclos


Começo, meio e fim
começo, meio e fim
Pessoas indo e vindo
algumas apenas indo
sexo indo e vindo
calor infernal
risos, gritos, lágrimas
GOLLLLL...

Acaba-se algo todo dia e inicia-se outros tantos algos...
Esse ciclo intermitente chamado vida
Que mesmo depois de morto ele insiste
Jogue mais uma pá de terra...
Viu? não adiantou...
Eles também ressurgem...
Ciclo somos isso tudo...

Entende?

sábado, 18 de outubro de 2008

Eu, o Poço, o Menino e o Xadrez


Há quanto tempo não posto nada... Que saudade!!
Mas todo esse tempo em que estive observando a vida (minha e dos outros!), na verdade nem era observando, eu estava alheia ao mundo e o mundo alheio a mim, meio que um transe, nada de muito interessante acontecia a minha volta, nem um texto dinâmico captou minha atenção, nem um fato parece estar fora de ordem (mundo = aquecimento global, eleições nos EUA, crise financeira mundial, guerra, tudo igual no mundo; Brasil, eleições fracassadas (uma ressalva para o Gabeira no Rio de Janeiro uma 'bela' surpresa), violência, a polícia despreparada e absurdamente incopetente, tudo normal), mas eu pareço não querer mais tentar pensar numa forma lírica para descrever as desventuras dessa juventude transloucada (isso mesmo trans- LOUKADA) do Século XXI. Mas essa semana eu resolvi submergir do meu poço escuro e sem esperança (com a sociedade), pela lembrança simbólica de um menino que à algum tempo eu encontrei em ônibus (nada lotado), o gurizinho devia ter uns oito anos no máximo e eu havia acabado de comprar um jogo de xadrez de acrílico para a minha mãe (uma vez ou outra tem-se que presentear alguém que por um momento ou outro ganha sua admiração), o menino que estuda numa escola municipal (muito significativo?), negro (muito significativo?), provavelmente era de uma família de classe média baixa (muito significativo?), demonstrou uma maturidade e uma habilidade verbal formidável... Principalmente quando assunto era xadrez, que capacidade de raciocínio lógico para uma criança de oito anos... E essa semana ao sair do meu poço eu lembrei de uma promessa que nós dois firmamos: de um dia nos encontrar para jogar uma 'partidinha' de xadrez... E mais que isso, trouxe para minha alma um pouco de colorido abrindo uma porta censurada para a esperança... Para o futuro, será realmente impossível acabar com as mazelas do Brasil e com as próprias precariedades de nossas vidinhas medíocres? Será que esse jogo não será tão lógico quanto um partida de xadrez?

... Será que eu esse gurizinho, vamos ter a oportunidade de nos encontrarmos para cumprir nossa promessa?? O futuro a Deus pertence... Mas isso não significa que temos que cruzar os braços e deixar a vida nos levar...

XE.QUE.MA.TE

Bubu....

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Look who's alone now?

Estava me dirigindo ao serviço hoje pela manhã e liguei o radio do carro e tava passando programa jornalístico.
Resolvi então, entre uma pilha de cds no console do carro, pegar um aleatório. Inseri no toca-cd e pra minha alegria a primeira música executada foi WISEMEN do James Blunt.
Caramba!
Havia algum tempo já que eu não me desfrutava dessa belíssima canção.
Como de costume percorri o trajeto até o serviço cantarolando feito um doido (como se eu não fosse um!)
Me lembro que certo dia eu entrei no MSN e vi uma frase no MSN do meu primo que dizia: "olha quem está sozinho agora...não sou eu!"
Achei interessante e resolvi indagar sobre e foi aí que descobri que se tratava de WISEMEN.
Creio que algumas pessoas já devem ter ouvido e recomendo ouvir quem nunca o fez.
Nem sei por que to falando nessa música mas ela me traz uma paz muito legal!
Final de semana agitado!
Boate...festa familiar...dormir de conchinha..
Smirnoff...Red Bull...La Fruit...HOUSE MUSIC...
Ressaca...dor de cabeça...estômago embrulhado...NISSIN MIOJO...
Encontros...Desencontros...Reencontros...

E a vida segue...como sempre indefinida em alguns aspectos...mas se definindo!

Boa semana!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Superando os sentimentos

Se formos parar pra pensar na gama de sentimentos que nos vemos envolvido no curto período de duração de um dia podemos comprovar o quão volátil é a vida.
Ira, amor, paixão, tesão(é um sentimento? rs)pena, graça...
São tantos que acabam nos confundindo...
Dizem: pensei que era amor mas na verdade era carência (isso aí é sentimento também?rs)
O ser humano não aprendeu ainda a conviver com as diferenças. Isso é triste!
A diversidade impera em todos os setores de nossas vidas. Seja no trabalho, em casa, na rua.
Não é fácil superar alguns desses sentimentos!
Particularmente me vejo impregnado de todos os sentimentos possíveis nessa semana.
Aos poucos percebo o quanto fui idiota a ponto de confiar em pessoas que se julgavam aptas pra isso quando na verdade eram bem menos.
Minha mãe que sempre esteve certa. Sempre me alertando "meu filho tome cuidado...ninguém conhece ninguém!"
São lobos em pele de cordeiros.
Mas pra quê isso?
Custa viver humanamente e dignamente?
Custa falar na cara sem ficar espalhando as coisas por burburinhos?
Tudo bem...
Vou superar esse misto de sentimentos que invade meu coração.
Essas pessoas não merecem que eu fique mal.
Tudo que vai um dia volta.
Esperarei...

Padu.
(momento chuva na janela...)

domingo, 21 de setembro de 2008

Dias de chuva, dias de sol.

E assim ciclos se fecham, assim como outros se abrem. Curioso não ter lembranças de minha infância nos dias de sol, nem de meus dias passados, ou passava eles esperando o contrário? Por que o contrário sempre atração principal, como o último chocolate, o mais gostoso, o último sortilégio, o mais sádico, dia pela noite.
Por fim, chegaram os meus dias de chuva. Aonde sempre eu vou ter uma ótima lembrança, eles me anunciam e anunciam para mim a chegada do novo... ou do velho novo: a nostalgia. Nostalgia que pra mim tem data pra começar e pra terminar: novembro, dezembro, até o meio de janeiro... mas o curioso foi começar em setembro: “can’t remember what went wrong last september... but I’m sure you’ll remind me if you have to...” boas linhas de John Mayer para começar, o que eu espero que não termine rápido. Ou termine hoje, numa noite que espero, numa boa, encontrar amigos, encontrar de novo algo... é, farfalla ligeira.

Renato, 20/09/2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Do temor


Onde está o amor?

Amor...ele fala?

Se ele falasse, o que ele diria nesse momento?


Nunca escolhemos apaixonarmos ou não

Olhar alguém com a certeza de querer mais e mais...

Fazer o impossível somente pelo fato de uma noite abraçado


Cair e se pegar em pensamentos intuitivos

Sugestivos talvez...

Futurísticos


Sentir o coração disparar

a garganta ficar seca e esperar, dia após dia,

o sorriso que acalenta...


A única condição aceitável

é ter só para mim...

Mas não é assim...


Eu sei!


Tá...tudo bem!

estou calmo sim

Quero ir até o fim...


Silêncio...


Padu.

(num momento "cadê?")

domingo, 14 de setembro de 2008

Um dia ouvi uma canção. Tocava no rádio, o rádio a tocava. E esses dois, por vezes, me tocaram... nunca esqueci as frases:


me dê um beijo, meu amor...
só eu vejo o mundo com meus olhos
hoje eu tenho cem anos
e meu coração bate como um pandeiro num samba dobrado
vou pisando asfalto entre automóveis
mesmo o mais sozinho nunca fica só
sempre haverá um idiota ao redor
me dê um beijo, meu amor...
os sinais estão fechados
e trago no bolso uns trocado pro café.
E o futuro se anuncia num out-door luminoso,
luminoso o futuro se anuncia num out-door.
Há tantos reclames pelo céu,
quase tanto quanto nuvens.
Um homem grave vende risos.
A voz da noite se insinua.
E aquele filme não sai da minha cabeça.
Rumino versos de um velho bardo
parece fome o que eu sinto,
eu sinto como se eu seguisse os meus sapatos por aí.
Há alguns dias vendi minha alma a um velho apache
não é que eu ache que o mundo tenha salvação,
mas como diria o intrépido cowboy fitando o bandido indócil:
"A alma é o segredo do negócio"


Renato Veríssimo e Zeca Baleiro